

HISTÓRIA
E SIMBOLOGIA DE LÖWENTTUR
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Löwenttur é um condado (Grafschaft Löwenttur) onde se estabeleceram o Escriba Cafe e a cervejaria Pfeiffer Bräu. Apesar de não ser uma delimitação geográfica, o condado de Löwenttur é o pano de fundo para nossas histórias e tradições, mas isso não quer dizer que não seja real. Löwenttur tem um passado, história, simbologia e um futuro real. Aqui apresentamos tudo isso para que você entenda e se inicie nos mistérios do condado e participe de seu futuro.
A história de Löwenttur
História Moderna
Fundado em 2005 pelo historiador, pesquisador e autor do Escriba Cafe, Christian Gurtner, o condado de Löwenttur, como pano de fundo, fez parte de muitas histórias do podcast Escriba Cafe e reuniu vários iniciados em torno de suas tradições.
Etimologia: do alemão, Löwen (leões) e Ttur (variação no antigo dialeto do condado para Turm, ou seja, Torre), formando, assim: Torre dos Leões. Uma observação: no alemão, letras com trema, como o "ö", de Löwen, quando escritas de forma que não é possível usar o trema, utiliza-se um "e" após a letra para identificar, assim, o fonema daquela palavra (note que o endereço de nosso site usa essa regra: loewenttur.com)

Antiga representação de uma passagem da história de Löwenttur. Obra de Andre Ducci.
História Antiga
É aqui que a história de Löwenttur fica fascinante e misteriosa, pois há uma grande névoa sobre seu passado, e os relatos transmitidos por via oral deixam a cargo do interlocutor decidir o que é lenda e o que é história sobre o passado do condado.
Suas raízes remontam à Baixa Idade Média, e os relatos se dividem sobre sua localização original, alternando entre uma ilha e uma colina em meio aos bosques (apesar de que podem facilmente ser ambos).
O nome Löwenttur (torre dos leões) se deve à primeira construção da área, uma torre de pedras ornada por dois leões em sua entrada. Essa torre, posteriormente, foi expandida para um pequeno castelo e, à sua volta, formou-se o condado.
A economia, nesses primórdios, era baseada em plantação de cevada, fabricação de Ales e produção artística (tradições que perduram até os dias de hoje).
O idioma falado era o germânico, e muito se diz sobre a ausência da igreja no condado e uma forte influência da cultura espiritual e rituais germânicos. Apesar disso, em determinado ponto da história, havia uma pequena ordem de cavaleiros no condado (Ritterorden der Loewenttur) que, de acordo com as crônicas e fábulas, remonta a um interessante conflito religioso sobre essa ordem com forte influência pagã.
Não há muitas informações sobre como o condado, geograficamente, encontrou seu fim. Algumas crônicas sugerem um cerco papal, outras a peste, mas o que se sabe é que não há vestígios daquilo que um dia foi o Condado de Löwenttur. Porém, suas tradições e rituais sobreviveram aos séculos, chegando aos dias de hoje e preservados por nós, desde a receita da Ale que fazemos até hoje na cervejaria Pfeiffer Bräu, como a produção literária e cultural através do podcast Escriba Cafe.
O Brasão de Löwenttur

Cheio de significado, o Brasão de Armas de Löwenttur representa toda a sua história de tradições. O brasão de Löwenttur foi inicialmente criado há décadas, por Christian Gurtner, usando elementos heráldicos que foram, posteriormente, redesenhados a mão pelo artista Lucas Testa para que se tornasse único: cada traço e cada elemento nesse brasão são exclusivos de Löwenttur. Logo abaixo estão todos os detalhes e significados do brasão.
Cheio de significado, o Brasão de Armas de Löwenttur representa toda a sua história de tradições.
O brasão é segurado por dois leões rampantes (lion rampant), que são o símbolo-mor de Löwenttur, remetendo às suas origens, quando a primeira torre de Löwenttur possuía os dois leões na entrada.
Dentro do escudo, na posição central temos a própria torre e também uma árvore, representando a origem geográfica, ou seja, uma região de florestas. O pinheiro representa também a persistência e a filosofia, pois permanece verde mesmo no inverno rigoroso.
Ainda dentro do escudo temos o cavaleiro, que representa a Ordem de Cavaleiros de Löwenttur e todo o código cavaleiriço intrínseco ao condado.
Já no centro temos uma águia que remete à força, enxergar mais longe e também à casa governante de Löwenttur, no caso, os Gurtners, representados também pelos seus leões passantes (lion passant), louros e coroa sobre a inicial G no topo do brasão.
As faixas do escudo possuem os dizeres Sapientia, Audentia e Mutatio (do latim: sabedoria, ousadia e troca). A palavra mutatio, muito usada em Roma Antiga para definir a troca de mercadorias e animais, possui um sentido mais amplo no brasão, abrangendo também a troca de conhecimento e filosofia, uma das bases da Sapientia.
Acima dos leões rampantes temos uma pena e uma espada, uma em cada lado, respectivamente, representando a união da força com a sabedoria, a ação com o intelecto.
A pena representa a escrita, a diplomacia, a lei, a ciência e a criação intelectual, simbolizando que o detentor do brasão não é apenas um combatente, mas também um pensador, um escriba, alguém que governa através da inteligência e da cultura.
A espada representa a defesa e a prontidão para lutar por uma causa justa. Ela está desembainhada, simbolizando o estado de alerta constante.
Em conjunto, a pena e a espada refletem também o cavaleiro poeta e historiador, que luta as batalhas e as registra para a eternidade.
Na parte inferior, sobre a faixa, temos B.V.Q.S.V., sigla para o provérbio latino "Bis Vincit Qui Se Vincit" (Vence duas vezes quem vence a si próprio), um pensamento adotado pelos fundadores; há também um dos lemas de Löwenttur: Hodie pro vivis, Cras pro fortis (hoje para os vivos, amanhã para os fortes). O significado desse lema é que o presente é agora, e todos chegamos até aqui, mas só os fortes sobreviverão para o amanhã, ou seja, é preciso estar sempre melhorando e evoluindo para sobreviver a um amanhã de cada vez. "Melhor do que ontem, pior do que amanhã".
Por fim, no canto direito da faixa inferior, temos o ano da fundação da era moderna de Löwenttur em numerais romanos: MMV (2005).
Há também uma versão simplificada do Brasão encontrada em rochas talhadas e antigas tatuagens nos iniciados. Um exemplo é essa rocha encontrada num bosque com essa marcação.


